Como usar Wi-Fi gratuito de forma segura

Saiba como se proteger utilizando uma rede Wi-fi gratuita

 

No mundo de hoje, conveniência parece ter se tornado mais importante que segurança quando o assunto é a proteção de nossas informações. Usar redes Wi-Fi públicas, por exemplo, é algo que quase todo mundo já fez – ou faz com frequência – apesar dos riscos aos quais os usuários se expõem. Um estudo recente da PrivateWiFi.com mostra que 87% das pessoas abrem o e-mail pessoal enquanto estão conectados a uma rede Wi-Fi pública e gratuita.

Wi-Fi gratuito se tornou parte da nossa vida social. Quem nunca optou por se sentar em um bar, café ou lanchonete só porque o estabelecimento disponibilizava internet grátis? De fato, essas redes são práticas para quem precisa checar os e-mails ou terminar alguma tarefa fora de casa ou do escritório. Mas saiba que, fazendo isso, você se expõe a ataques de hackers e programas maliciosos.


“Wi-Fi pública é, por definição, insegura. Quem usa deveria saber que alguém estará observando tudo que você faz enquanto estiver conectado”, afirmou o procurador americano Kevin Clark, especialista em segurança da informação, ao USA Today. Uma demonstração realizada em uma escola de New Jersey, Estados Unidos, mostrou como é fácil roubar os dados de alguém. Em menos de 20 segundos, um professor de segurança da informação conseguiu obter os dados de login e a senha que uma aluna usou para acessar sua conta em uma rede social.

Riscos


O principal risco trazido por uma conexão Wi-Fi gratuita é que falta segurança. Quando você se conecta à internet de casa, por exemplo, seu vizinho não consegue ver que páginas você está acessando – ainda que ele esteja no alcance do seu roteador. Isso porque a sua conexão estará protegida e encriptada. 


Contudo, essa proteção normalmente não existe em redes disponibilizadas em bares e cafés. Hackers poderão ver que páginas não encriptadas você acessa, que formulários online você preenche. Isso pode se aplicar às suas senhas e informações bancárias, por exemplo. Hoje em dia há inúmeros programas que ajudam a bisbilhotar na conexão alheia – e o que não falta são tutoriais online ensinando quem aspira ser hacker a invadir uma conexão feita por meio de um Wi-Fi gratuito.


Independente do motivo pelo qual você se conecta a uma rede gratuita, não acesse sua conta bancária. 


Tome cuidado também com redes maliciosas. É cada vez mais comum que hackers usem redes com nomes inofensivos para atacar os usuários mais incautos. Um exemplo dado pela Norton ajuda a entender. Digamos que você esteja hospedado em um hotel chamado Goodnyght Inn. Ao checar as redes disponíveis, você pode se deparar com a rede “GoodNyteInn”. Parece que é a rede do hotel, mas na verdade é uma rede maliciosa disponibilizada por hackers que querem usar suas informações confidenciais. Esses criminosos vão monitorar seus passos online – esperando que você acesse o site do seu banco e digite sua senha online.


Ainda duvida dos riscos embutidos em conexões gratuitas? Veja um caso desmascado pela Kaspersky Lab em 2014. Técnicos de segurança da informação descobriram uma megaoperação de espionagem econômica chamada “Dark Hotel”. A quadrilha tinha como alvo executivos de multinacionais, e os espionava quando eles se hospedavam em hotéis de luxo na Ásia.


Quando eles se conectavam à rede do hotel, recebiam uma notificação para realizar uma atualização de software – um requerimento para acesso à rede. Essa “atualização”, porém, instalava um programa malicioso nos computadores, celulares e tablets desses executivos – dando à quadrilha acesso às atividades financeiras pessoais desses empresários.


Mesmo quando a rede é inofensiva, conectar-se ao Wi-Fi gratuito traz outros riscos. Na maior parte dos casos, as redes são disponibilizadas por empresas de publicidade. Em troca de uma conexão gratuita, essas empresas vão pedir informações pessoais ou acesso à sua conta no Facebook, Google+ ou outras redes sociais. Por que? Pois eles querem ter acesso ao seu comportamento online – saber o que você curte, o que não curte, para saber que tipo de publicidade eles podem direcionar para você.


Como se proteger ao usar Wi-Fi gratuito


Proteções como antivírus ou firewalls não vão lhe ajudar contra hackers em redes desprotegidas. Mas não se preocupe, há formas de evitar um ciberataque – ou, pelo menos, minimizar os riscos de um. A FastHelp traz sete dicas simples para que você se mantenha seguro, mesmo quando a tentação de usar uma rede gratuita for impossível de se resistir:


(É importante saber que essas dicas não vão deixar sua conexão 100% segura. Para isso, é melhor você optar por uma rede fechada, encriptada).


- Evite redes que não lhe pedem uma senha. A senha mostra que há pelo menos algum nível de criptografia para proteger a rede.


- Use um VPN (virtual private network). VPNs são métodos para aumentar a segurança e privacidade de conexões. Um hacker pode até acessar a conexão, mas ela estará criptografada.

 
- Nunca use uma rede Wi-Fi gratuita para fazer compras online, nem entre no site do seu banco. Nunca mesmo.


- Entre apenas em sites que utilizam protocolos de segurança como o SSL. Na barra do navegador, acesse os sites usando https:// antes da URL. Acredite: o ‘s’ faz muita diferença.


- Utilize sempre sistemas de autenticação em duas etapas (como uma senha, mais um número gerado por token ou um código enviado por SMS). O site twofactorauth.org contém uma lista de sites que suportam a autenticação em duas etapas.


- Desabilite as opções de compartilhamento de arquivos. Quando conectado a uma rede gratuita, é melhor deixar seu computador (ou mobile) o mais “isolado” possível.


- Faça o logout de um site assim que quiser sair dele.


- Quando estiver em redes públicas, monitore a conexão Bluetooth de sua máquina para ter certeza de que ninguém interceptou sua conexão. De preferência, desabilite o Bluetooth até estar em uma rede segura. 


Seguindo essas dicas, você vai se proteger melhor de ataques. Mas saiba que cada conexão a uma rede aberta é uma aposta. Há um ditado no mundo da segurança da informação segundo o qual existem três tipos de pessoas: quem já foi hackeado, quem vai ser hackeado, e quem já foi hackeado mas não sabe que foi. Ou seja, proteja-se ao máximo para diminuir os danos causados por um ataque.

 

Siga-nos

       

Contato:

 SIA/SUL Trecho 02/03 Lotes 1545 a 1595 Salas 202 a 204 - Edifício Pinheiro

 CEP: 71.200-020 - BRASÍLIA/DF

 +55 (61) 3363-8636

 contato@fasthelp.com.br

Envie-nos uma mensagem!

Últimas Notícias