Entenda os riscos que as Fakes News podem oferecer e saiba como se prevenir

Entenda os riscos que as Fakes News podem oferecer e saiba como se prevenir

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O mundo todo enfrenta um problema grave, que ameaça a democracia em diversos países. Esse problema se aproveita da natureza fluida e sem hierarquia da internet para enganar as pessoas e faze-las acreditar em teorias da conspiração e grandes mentiras. Estamos falando, é claro, das fake news.

O termo ganhou tanta importância nos últimos anos, que foi eleito o termo de 2017 pelo dicionário Collins. Segundo a editora que publica o dicionário, o uso da expressão "fake news" cresceu 365% entre 2016 e 2017. Os Estados Unidos e a Inglaterra tiveram experiências particularmente importantes com as fake news em 2016 por conta das eleições presidenciais americanas e o referendo para a saída do Reino Unido da União Europeia, episódio conhecido como Brexit.

Mas a influência das notícias falsas não se limita a esses países. A Espanha também enfrentou o problema das fake news durante as eleições da Catalunha, em 2017, e o Brasil não está imune a essa questão. Por aqui, o WhatsApp é uma das principais formas de disseminação dos boatos e mentiras, embora não seja a única. Diversos sites foram identificados como propagadores das fake news, inventando notícias sobre muitos assuntos: esporte, comportamento, celebridades e ciência. Mas o tema favorito desse tipo de conteúdo enganoso é a política.

Além de prestarem um desserviço enganando as pessoas e desinformando a população, as fake news podem ser perigosas para computadores, redes, smartphones e outros dispositivos. Os sites que hospedam esses conteúdos podem trazer outros males. Junto das fake news, as páginas podem conter códigos maliciosos, roubar informações pessoais ou até minerar bitcoins usando sua máquina sem seu consentimento.

Por isso, é preciso ficar sempre atento. Veja a seguir como não ser vítima das fake news e se proteger das mentiras e das ameaças online.

 

Verifique o link antes de clicar​

Muitas vezes, as fake news são transmitidas em correntes de WhatsApp. Em diversas ocasiões, o conteúdo malicioso vem em forma de uma notícia bombástica ou de uma novidade excitante (como cupons de desconto, oferta de empregos). O ideal é sempre verificar se os links enviados são de site verdadeiros e seguros. Isso é particularmente difícil, porque muitas vezes esses links vêm encurtados e é difícil saber sua procedência. Na dúvida, portanto, não clique. É mais seguro.

 

Preste atenção à diagramação do site

Uma estratégia bastante comum usada pelos sites de fake news é usar diagramações parecidas com as de grandes portais de notícias para enganar os leitores. Quando estiver no site lendo uma suposta notícia, certifique-se de que está lendo o veículo correto. Vá até a parte de cima da página para procurar o logo e preste atenção ao link usado. É comum os sites de fake news usarem variações de endereços parecidos com os de jornais e revistas para iludir os leitores. 

 

Não use redes Wi-Fi públicas para acessar informações importantes

Sempre que for fazer alguma operação que exija segurança na internet, como acessar seu internet banking ou checar o email do trabalho, evite fazê-lo em redes públicas. Se puder, use o seu próprio plano de dados ou o Wi-Fi de sua casa. As redes geralmente não garantem níveis mínimos de segurança. Quer uma dimensão dos riscos? Em uma demonstração realizada em uma escola americana, um professor de segurança da informação não precisou de mais de 20 segundos para obter o login e a senha que uma estudante usou para entrar em uma rede social.

Além disso, fique atento aos nomes das redes. Hackers podem disponibilizar redes wi-fi gratuitas com nomes parecidos com as redes oficiais de hotéis ou cafés. Ao se conectar, você fica a mercê de um ataque.

 

Se a notícia for boa ou ruim demais, desconfie

Quem espalha fake news, parte do pressuposto de que as pessoas vão reagir de maneira emocional ao conteúdo e compartilha-lo de maneira imediata, sem parar para refletir. Uma boa maneira de não ajudar a espalhar mentiras é ter calma. Se receber algo que parece estranho, tente confirmar aquela informação em um veículo jornalístico de sua confiança. Caso não consiga, use as redes sociais para pedir ajuda dos jornais, revistas e sites e envie a eles a notícia suspeita

 

Procure a fonte de qualquer afirmação

Você já deve ter recebido no seu celular algum áudio, vídeo ou texto que conta uma suposta notícia quente, mas que não vem acompanhada de link ou fonte. Desconfie sempre. Toda e qualquer informação tem de fazer referência a um veículo jornalístico ou site oficial. Aqui, vale a regra: antes de compartilhar, confirme a informação. 

 

Desconfie de todos​

Infelizmente, existem muitas maneiras de sermos enganados. As fake news se espalham, dentre outros motivos, porque recebemos os conteúdos de familiares, amigos, cônjuges e pessoas em quem confiamos. Mesmo eles podem estar errados. Por isso, desconfie de notícias que vêm dessas pessoas. Elas também podem ter sido enganadas.

 

Cuidado com páginas e perfis nas redes sociais

Já se sabe que os propagadores de notícias falsas usam as redes sociais para distribuir seus links, vídeos e textos. E vários desses perfis se disfarçam como organizações aparentemente sérias, jornalistas, especialistas ou estudiosos. Nas redes sociais, use o mesmo critério das mensagens de texto: só clique e acredite no que tiver uma fonte confiável. Informações "soltas" são um forte indício de que a conta está tentando enganar seus seguidores. Caso o perfil compartilhe um link, siga o mesmo procedimento descrito acima.

 

Não confie em sites radicais demais

Sempre que um site ou blog faz afirmações muito radicais a respeito das supostas notícias e usa muitos adjetivos para descrever as pessoas envolvidas, é um sinal de que aquele veículo é feito para espalhar notícias falsas. Revistas, jornais e sites jornalísticos geralmente tentam usar uma linguagem mais neutra e descritiva, sem fazer juízo de valor a respeito da notícia. Fique atento. 

 

Não confunda reportagens com textos de colunistas​

A reportagem é uma maneira de relatar fatos de acordo com fontes (entrevistas, documentos, testemunho visual, vídeo, áudio, dados, relatórios, etc). Quando um colunista escreve, ele pode misturar informações com opiniões e não precisa seguir o mesmo rigor dos repórteres. Sem entender bem essa diferença, você pode ser levado a acreditar que a opinião de alguém é um fato, quando isso não é verdade. Por isso, tente ler o texto completo em seu contexto correto (no site do veículo em que foi publicado). Assim, você não irá confundir informação com opinião.

 

Memes e imagens sem contexto podem ser falsos​

Você com certeza já viu uma imagem na qual há a fala de algum personagem (um político, celebridade, esportista, escritor, religioso). Desconfie sempre desses conteúdos, especialmente se eles não vierem acompanhados de um link com a fonte da frase. Não é raro que esses memes tenham frases tiradas de contexto, incorretas ou simplesmente inventadas. Embora seja tentador compartilha-las, especialmente se elas forem inspiradoras, verifique se aquilo foi realmente dito ou se trata de algo falso.

 

Essas dicas não garantem a sua total proteção contra ataques cibernéticos, mas já é um grande passo rumo à segurança na internet. Para aprender mais sobre segurança da informação, fique ligado em nossos conteúdos! Estamos sempre trabalhando para trazer o melhor e mais atualizado conteúdo sobre segurança da informação. Caso tenha alguma dica sobre segurança na internet, compartilha com a gente! Você pode me enviar um email sempre que quiser compartilhar conhecimento ou tiver qualquer dúvida: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

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