Quais tecnologias de Black Mirror já são realidade?

Quais tecnologias de Black Mirror já são realidade?

 

O seriado Black Mirror, produzido pela Netflix, se tornou um fenômeno mundial. Seus episódios fazem uma crítica do uso da tecnologia na sociedade e imaginam novas ferramentas e dispositivos que podem afetar o modo pelo qual o mundo funciona. Por isso, o programa acabou "prevendo" algumas coisas que se tornaram ou estão se tornando realidade, apesar de terem nascido na ficção. 

É claro que isso acontece porque o criador do Black Mirror, Charlie Brooker, baseia muitos dos seus roteiros em coisas que já existem e as expande para criar um efeito dramático. Mesmo assim, o público fica impressionado ao notar a semelhança entre a fantasia e a realidade. Segundo Brooker, a inspiração não vem de um dispositivo específico, mas sim das histórias que a tecnologia possibilita.

O exercício mental de Black Mirror acabou chegando perto do mundo real em diversas ocasiões. Veja a seguir tecnologias da série que já são realidade.

 

Abelha-drone

A Universidade de Harvard está desenvolvendo uma abelha robô, semelhante à que aparece na terceira temporada de Black Mirror. No episódio, abelhas cibernéticas são usadas para ajudar a resolver o problema da polinização das flores do mundo, algo que realmente tem afetado o planeta. A RoboBee, a abelha androide do mundo real, mede 3 centímetros e imita o padrão de voo das abelhas reais. Ela ainda não consegue manter voo por muito tempo, mas os cientistas estão estudando uma maneira de permitir que o drone-inseto se carregue sozinho.

 

Smarthouse

Depois dos smartphones e smartwatches, Black Mirror resolveu dar um passo além. Que tal uma smarthouse, uma casa que consegue prever o que você quer, cuidar da sua vida e do seu lar? O chamado Especial de Natal mostra essa tecnologia do futuro: uma casa que sabe de tudo que você quer e tudo que precisa antes de você pedir. No MIT, essa tecnologia está se tornando realidade.

Cientistas da universidade americana estão desenvolvendo uma inteligência artificial que, a partir da sua respiração e da sua frequência cardíaca, interpreta como você está se sentindo. Por enquanto, o sistema, chamado de EQ-Radio, só consegue mudar a luz do ambiente a música que está tocando em sua casa. Mas tem uma precisão de 87% em prever que emoção o usuário está sentindo. Ele é capaz de identificar felicidade, tristeza, raiva e excitação.

 

Consciência na nuvem

Na terceira temporada, Black Mirror mostra uma ferramenta por meio da qual é possível subir a consciência de uma pessoa em um computador ou em um robô. Essa tecnologia ainda não existe de fato, mas já está sendo pesquisada por pessoas que estão interessadas em viver mais do que seus corpos biológicos permitem. Dentre eles estão Dmitry Itskov, um bilionário russo. Desde 2013, o ricaço vem investido milhões para financiar estudos que tornem esse sonho cibernético possível. De acordo com o cientista Ray Kurzwell, no ano 2045 será possível imitar Black Mirror e ter uma consciência "portátil" e móvel.

 

Bate-papo com quem já se foi

Perder um ente querido é algo muito difícil. Por isso, sonhamos com a possibilidade de poder continuar nos comunicando com que já se foi. Em Black Mirror, isso foi uma realidade na segunda temporada. Uma mulher perde o marido repentinamente e, para tentar matar a saudade, encomenda um robô de chat baseado em seu esposo.

A ferramenta analisa todos os dados disponíveis da pessoa, como e-mails, arquivos e redes sociais, e cria um avatar do ente querido. Acredite se quiser, a tecnologia já existe. Eugenia Kuyda, engenheira russa, fez exatamente esse procedimento com um amigo se que se foi e criou um chatbot baseado em Roman Mazurenko. Usando a base dados de Mazurenko, o robô conversa com qualquer pessoa que baixar o aplicativo.

 

Androides que parecem humanos

Criar robôs que falam, andam e interagem com humanos é um sonho antigo. No mundo de Black Mirror, isso já é possível. No mesmo episódio em que a mulher tem de lidar com a morte do marido e cria um chatbot com sua personalidade, ela faz um upgrade e sobe sua consciência em um robô igual ao companheiro que se foi. Ainda estamos relativamente longe de chegar a esse ponto, mas não por falta de esforço.

Há décadas, pesquisadores vêm tentando criar robôs cada vez mais parecidos com as pessoas reais. Se, por enquanto, ainda é difícil fazer com que as máquinas interajam de maneira natural com as pessoas, os cientistas estão tentando ao menos deixá-los parecidos conosco. Já existe, inclusive, um robô com a cara da atriz Scarlett Johansson, que conversa e consegue imitar diversas expressões faciais.

 

Realidade aumentada

Um dos grandes temas presentes em Black Mirror é a realidade aumentada. Em diversos episódios, os personagens conseguem ter telas personalizadas diretamente em seus olhos ou em implantes cerebrais. Assim, na ficção, é possível filmar, tirar fotos, ver notificações e informações. Já existem pesquisas e projetos para que isso seja real. As ideias vão desde lentes de contato com câmeras, ligadas ao wi-fi, que prometem um controle da experiência aumentada por meio do smartphone, até implantes injetáveis no olho com as mesmas funções. O mais próximo que estamos disso, no entanto, são lentes de contato que conseguem dar zoom.

 

Hackers fazendo chantagem íntima

Black Mirror trata com frequência da questão da segurança da informação. Essa é uma questão bastante contemporânea para nós. Já houve o vazamento de fotos íntimas de celebridades nacionais e internacionais através de invasões de sistemas e smartphones. Hackers conseguem também manipular smart TVs para filmar pessoas em momentos íntimos e colocar em sites pornográficos. Essas histórias são bastante parecidas com o episódio da terceira temporada no qual um garoto é filmado em seu quarto e se vê vítima de chantagem de hackers, que ameaçam divulgar o vídeo íntimo que fizeram dele. Muita gente, com medo desse tipo de situação, cobre as câmeras de celulares, tablets e notebooks com fitas adesivas. Aqui, temos a mistura perfeita de ficção com realidade.

 

Sistemas de notas para pessoas

Temos atualmente notas para serviços como aplicativos de transporte, de entrega de comida e até de agendamento de consultas médicas. Mas Black Mirror, claro, vai um pouco mais longe e imagina as notas sendo um índice para todas as pessoas, que determina o que elas podem e não podem fazer: voar na primeira classe, alugar um carro de alto padrão, alugar uma casa ou até fazer parte de certos círculos sociais.

A verdade é que, de uma certa maneira, essa ideia já é usada. Por exemplo, quando empresas espiam as redes sociais de potenciais funcionários. Ou nos sistemas de crédito americanos, que também se alimentam de informações online. A China anunciou recentemente que irá usar sistemas de notas para todos os seus cidadãos, para classifica-los de acordo com certas categorias.

Mais uma previsão de Black Mirror que se concretizou.

 

As perspectivas para o futuro são boas. Não existe mais a ideia de um mundo que não precise nem dependa da tecnologia. O diferencial não é mais ser digital ou não, mas a qualidade dos serviços eletrônicos e on-line que se pode oferecer. Por isso, as empresas de TI serão essenciais para auxiliar outras companhias a implementar sistemas, serviços, a cortar custos e investir de maneira correta.

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