Como transformar o Wi-Fi da sua empresa em oportunidade de negócios

Tempo de Leitura: 5min

Escrito por Natália Scalzaretto

Em 10 de February de 2020

Wi-Fi marketing: o Wi-Fi da sua empresa pode gerar oportunidades de negócios

Oferecer Wi-Fi em locais públicos é uma prática comum no comércio para melhorar a experiência do usuário, mas você sabia que fortalecer a segurança da rede também pode gerar oportunidades de negócio para a empresa? Pois essa é a base do chamado Wi-Fi marketing.

Essa tendência surgiu com base em medidas de cibersegurança, como autenticação individual para usar o Wi-Fi em locais de grande circulação de pessoas, por exemplo, shoppings e aeroportos. Basicamente, ao configurar a rede para que o usuário tenha acesso por meio de suas redes sociais ou número de telefone, fica muito mais difícil sofrer uma vulnerabilidade coletiva do que em uma rede pública aberta ou que oferece apenas uma senha padrão para todos os usuários

Disponibilizar uma rede Wi-Fi segura é, por si só, um fator que otimiza a experiência do usuário. Um estudo da empresa de soluções para Wi-Fi DeviceScape junto a lojistas dos Estados Unidos descobriu que 62 por cento sentiram um aumento no tempo em que os clientes passaram no local devido ao oferecimento de Wi-Fi e 50 por cento obtiveram aumento de faturamento com a medida. 

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sentiram um aumento no tempo em que os clientes passaram no local

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obtiveram aumento de faturamento

Mas, além destes benefícios imediatos, ao coletar dados com o Wi-Fi é possível gerar insights assertivos para estratégias de marketing de longo prazo.

“O Wi-Fi deixou de ser apenas uma rede para acessar a internet. É possível coletar dados e, com eles, tomar decisões importantes para o negócio”, comenta Lucas Pinto, gestor técnico da FastHelp.

Montar a rede de Wi-fi Marketing corretamente é o primeiro passo

Em primeiro lugar, é preciso configurar a rede Wi-Fi corretamente e estabelecer os recursos de segurança necessários para depois pensar nas ações de marketing. Esse processo inclui o mapeamento físico do ambiente, uma estimativa da quantidade de pessoas que usarão a rede e também a potência do link de internet contratado junto a um provedor. Com essas informações em mãos, é possível fazer o cálculo de quantos equipamentos de hardware, como roteadores, serão necessários para cobrir a área para, então, buscar as soluções que mais se adequam às suas necessidades. 

Definida a infraestrutura, as empresas precisam pensar em soluções de segurança para a rede. “O cliente precisa ter um bom firewall e um bom filtro web para detectar ataques”, explica Lucas. Então, chega a hora de configurar a rede:

“Existem recursos que permitem que dois celulares conectados à mesma rede não se enxerguem. É fácil e é mais seguro para quem está usando, pois um usuário malicioso só conseguiria enxergar a rede e não os dispositivos”, conta Lucas. “Você também pode fazer a autenticação com dados do visitante, como redes sociais ou telefone, e assim ele recebe uma senha individual”.    

Criando a estratégia de Wi-Fi marketing 

O uso do Wi-Fi oferece diversas possibilidades de estratégia. Ainda durante o cadastro, é possível incluir propagandas na página de acesso, ou oferecer cupons de desconto exclusivos para quem estiver acessando o Wi-Fi.

Outra opção bastante comum é a coleta de dados, como emails e números de telefone, que podem servir para o envio de newsletters e promoções específicas — afinal, se o cliente já frequenta o local, faz todo sentido oferecer diferenciais como programas de recompensa e fidelidade. Solicitar o acesso via redes sociais, em vez de pedir dados pessoais, também pode gerar mídia espontânea para a empresa, como o famoso “check-in” no Facebook. 

No entanto, soluções mais refinadas oferecer recursos adicionais para estratégias mais específicas. Os equipamentos de hardware da solução Aruba, comercializada pela FastHelp, conseguem detectar quantos usuários passaram por um determinado ponto de acesso de Wi-Fi.

“Com isso, você tem informações sobre as áreas do estabelecimento que têm mais acesso e pode fazer uma ação de publicidade ali ou melhorar a atratividade das áreas que não tem muito acesso”, conta Lucas, relembrando a estratégia de sucesso utilizada por uma administradora de shopping centers cliente da FastHelp. 

Haja de acordo com a lei

Lidar com os dados dos clientes pode trazer insights de qualidade para a empresa, mas é preciso usar o Wi-Fi marketing com responsabilidade. A nova Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), que entra em vigor em agosto de 2020, determina que os termos e condições dos serviços virtuais, como o oferecimento do Wi-Fi, precisam deixar claro o que será feito com os dados coletados, incluindo o uso para publicidade. Este consentimento também pode ser retirado pelo usuário a qualquer momento e a empresa deve estar apta remover os dados imediatamente, mediante solicitação.

Além disso, dados pessoais devem ser armazenados com toda a segurança. Casos de vulnerabilidades ou vazamentos que exponham estas informações são passíveis de punição, que pode chegar a R$ 50 milhões ou 2% do faturamento da empresa, o que torna a cibersegurança ainda mais importante. Para saber mais sobre como se adequar à LGPD, acesso nosso guia

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